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segunda-feira, 30 de março de 2026

Dubito, ergo cogito, ergo sum

Duvido
não por falha,
por atrito —
pela ansiedade de resistir.

Penso, pois duvido.
Duvido
para existir.

Penso porque,
quando não,
morre algo em mim.

Penso porque,
preciso respirar
Ou como consequência de existir.

Desde que eu duvide,
eu penso.
Desde que eu pense,
eu existo.

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