não é publicar
É organizar ruído
até virar alguma coisa
que eu consiga olhar sem estranhar
Cada dia a rede cresce
e me pede pressa, forma, alcance
e me pede pressa, forma, alcance
Mas o que tenho não escala
é lento
na métrica, inútil
Não me vejo escritor
não transformo em produto
O que eu tenho não fecha
é aberto, meio bruto
Escrevo porque preciso
não porque funciona
Talvez seja isso:
não é falta de capacidade, interesse
é só excesso
que não cabe em mim
Capitalizar talvez
Mas antes disso
ainda tento entender
se o que eu faço
Mas antes disso
ainda tento entender
se o que eu faço
cabe em prateleira alguma
Ou é apenas algo
que precisa existir
que precisa existir
que preciso
para existir.
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