Aparentemente a alienação que gera o pertencimento ao sistema e a falta de repulsa é elemento central para a chance de sucesso do indivíduo.
Indivíduos que apenas abstraem sobre às questões controversas do sistema e focam em si, é critério determinante no sucesso individual.
Essa abstração, ainda que possa parecer gerar a exclusão do indivíduo do sistema, na verdade é também determinante para que, ainda que alienados, estes acreditam e defendam o sistema.
Muitas vezes sem ao menos terem capacidade de reconhecer que a liberdade individual é literalmente a forma mais fácil de se garantir vantagens prévias e a falta de flexibilidade entre hierarquias sociais.
Ainda que a oposição seja sutil, ela parece criar hierarquias morais que impedem a explotação em qualquer dimensão de forma consciente de regras que deveriam ser usadas para favorecimento do coletivo - que muitas vezes realisticamente são em detrimento do favorecimento individual.
Enquanto o jogo pode ser de soma zero em um contexto global, é de soma não zero em contextos locais. Porém não impede que os ganhos substâncias sejam heterogeneamente distribuídos, às vezes ainda de formas extremas.
Os indivíduos que jogam explotando as regras dos sistema criam vantagens provisórias e permanentes. Isso dificulta a outra parte em gerar ganhos substâncias. Não pela necessidade de atender regras impossíveis, mas sim simultâneas.
O que explica que o conjunto de valores éticos e morais, por si só, não é dificuldade prática isoladamente. São coisas simples.
Mas em contextos de necessidade de consistência no atendimento de critérios múltiplos, e muitas vezes pouco sinérgicos, gera-se a dificuldade pela complexidade no atendimento de todos eles.
O indivíduo alienado poupa energia, tanto quando explora o sistema, quanto pelo não atendimento de regras não diretamente necessárias para a geração de ganho individual.
A falta de capacidade cognitiva na percepção do egoísmo acaba sendo uma pressão seletiva favorável ao indivíduo. Pois assim é criada uma ausência de reflexão moral, e não geração de estímulos negativos ao não atendimento de critérios favoráveis ao conjunto. O que permite o foco em critérios favoráveis ao indivíduo, ou seja estratégias egoístas.
Ao mesmo tempo que, como a Teoria da Estratégia Evolutivamente Estável desenvolve, essa característica deva ter um ponto de equilíbrio onde as estratégias egoístas não sejam tão prevalecentes para que o conjunto ainda seja estável.
É um pouco contraditório como ser contra o sistema pode por fim ser capacidade geradora de atendimento de mais critérios altruístas do que egoístas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário